Após alta médica, Bolsonaro volta ao trabalho e enfrenta desafios

Após alta médica, Bolsonaro volta ao trabalho e enfrenta desafios

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22:01 / 13 de Fevereiro de 2019

Presidente desembarca em Brasília em dia tenso após crise entre o filho Carlos e o ministro Gustavo BebiannoP

Em meio a divergências internas em sua equipe e à divulgação de denúncias envolvendo seu partido, o PSL, o presidente Jair Bolsonaro deve voltar ao trabalho nesta quinta-feira (14), priorizando a reforma da Previdência, segundo o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho.

O parlamentar disse que o pai deve adotar inicialmente um ritmo reduzido e ter contato com poucas pessoas, por conta da atual fragilidade de seu sistema imunológico.

“Acredito que a partir de amanhã (quinta) ele volte a despachar, a receber ministros, mas não numa rotina normal de trabalho, algo mais reduzido, que não demande esforço e não demande tanto contato com outras pessoas. Até porque existe o risco de ele pegar, por exemplo, H1N1, e a gente sabe que o sistema imunológico dele não está ainda 100%, por ter sido uma cirurgia invasiva”, disse.

Questionado se a prioridade será a reforma da Previdência, Eduardo respondeu, bem-humorado. “Vocês acabaram de responder a pergunta. O presidente é consultado à medida que são feitas as tratativas. O Paulo Guedes (Economia) é o ministro que vai comandar a reforma da Previdência, mas vai passar pela pitada do Jair Bolsonaro”.

Segundo Eduardo, o presidente deve continuar recebendo visitas de médicos até se recuperar totalmente. Para o deputado, vai ser difícil manter o pai em repouso. “Eu estava com a suspeita de que os médicos estavam segurando ele no hospital porque sabiam que, quando o liberassem para vir a Brasília, ele ia querer voltar à rotina normal de trabalho. É complicado lidar, ele é teimoso, mas a gente vai trabalhar para que ele mantenha as condições médicas”.

Bolsonaro chegou, no início da tarde desta quarta-feira, a Brasília, após receber alta do Hospital Albert Eintein, em São Paulo. Ele ficou internado 17 dias para retirar a bolsa de colostomia que usava desde setembro e fazer o religamento do sistema intestinal.

Braço direito

Filho braço direito, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou que o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, não conversou na terça com o presidente. O ministro havia negado que estivesse protagonizando uma crise no Planalto e afirmou ter conversado, por mensagens, três vezes com o presidente na terça. O desmentido acentuou, ontem, os rumores de que Bebianno vive uma instabilidade no Governo. “Não existe crise nenhuma”, disse Bebianno.

Um dos mais próximos aliados de Bolsonaro durante a campanha, Bebianno é desafeto de Carlos, filho mais próximo do presidente. O parlamentar carioca seria o responsável por advogar com o pai para que Bebianno tenha menos poder no Governo.

No fim de semana, uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo apontou que o PSL destinou R$ 400 mil de fundo partidário para Maria de Lourdes Paixão, de 68 anos, candidata a deputada federal de Pernambuco que recebeu apenas 274 votos. Na época, Bebianno era presidente da legenda. Ele comandou o partido entre janeiro e outubro de 2018. Nesta quarta-feira, a Polícia Federal intimou a candidata a prestar depoimento sobre a suspeita de ter sido usada como laranja pelo PSL.

Bebianno afirmou que o deputado federal Luciano Bivar (PE), atual presidente do PSL e cujo grupo comanda a sigla em Pernambuco, é quem deve responder sobre Maria de Lourdes. Bivar a teria indicado para receber os recursos.

Fonte: DN

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