CASO GISELLE: POLICIAL DIZ QUE ATIROU “EM DIREÇÃO AO PNEU DO VEÍCULO”

CASO GISELLE: POLICIAL DIZ QUE ATIROU “EM DIREÇÃO AO PNEU DO VEÍCULO”

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Segundo o agente de segurança, a PM havia sido acionada sobre o roubo de um HB20 na região, o mesmo modelo usado pela vítima

Giselle foi baleada por um policial militar durante uma perseguição na Avenida Oliveira Paiva, quando trafegava com sua filha, de 19 anos ( Arquivo Pessoal )
11:35 · 12.06.2018 / atualizado às 14:23
Autor do disparo que culminou na morte da universitária Giselle Távora Araújo, de 42 anos, que foi confundida com um criminoso na noite desta segunda-feira (11), o soldado da Polícia Militar (PM), Rafael Soares, alegou, em depoimento, que atirou “em direção ao pneu do veículo” da vítima, com o objetivo de “cessar a fuga”. O tiro, no entanto, atingiu as costas de Giselle e perfurou seu pulmão direito, levando-a a óbito na manhã desta terça-feira (12).

Segundo apurou a reportagem, o soldado também afirmou que a equipe de motopatrulhamento da PM, que abordou Giselle na Avenida Oliveira Paiva, já havia sido acionada sobre o roubo de um veículo HB20 branco na região, o mesmo modelo e cor do carro que a vítima dirigia quando foi baleada. Conforme seu depoimento, o disparo foi efetuado após a condutora “não atender a ordem de parada”.

“Alta velocidade”

“A condutora do HB20 empreendeu fuga em alta velocidade, ultrapassando alguns carros pela contramão e alguns sinais vermelhos”, informou. Segundo os policiais militares, o sinais sonoro e intermitente também foram ligados bem próximos ao veículo de Giselle, que, mesmo assim, “continuou fugindo”, destacou o soldado. Desta forma, alega, um disparo foi necessário para “cessar a fuga”.

Após ser atingida nas costas e parar no acostamento, Giselle foi socorrida pelos próprios policiais e levada ao Instituto Dr. José Frota (IJF), onde passou por cirurgia, mas acabou falecendo na manhã desta terça-feira (12). Depois de deixar a vítima no hospital, os agentes se apresentaram ao 34º Distrito Policial e, em seguida, foram encaminhado à Controladoria Geral de Disciplina (CGD).

Filha diz que não houve abordagem
Ainda na noite desta segunda-feira, a filha de Giselle, Dani Távora, que também estava no veículo quando a vítima foi baleada, disse à reportagem que a mãe não parou o carro porque pensou se tratar de um assalto. “Não fazíamos ideia que era para a gente. Pensamos que era assalto com outras pessoas. Escutamos disparos e pedi para minha mãe sair dali, até que ela levou um tiro”, afirmou.

Em suas redes sociais, a filha da vítima desabafou sobre a atitude dos agentes de segurança. Em seu relato, ela chama o PM, autor do disparo, de “incompetente e covarde”.

Fonte: DN

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